
Videolaparoscopia, mais conhecida por Cirurgia á laser, é uma modalidade cirúrgica minimamente invasiva onde, ao invés de grandes cortes, a cirurgia é realizada por pequenas incisões de 0,5 e 1,0 cm através de uma microcâmera e instrumentos especiais. Cirurgias de vesícula, apendicite, ovários, cistos, útero, miomas, endometriose, gravidez ectópica, refluxo esofágico etc, já são realizadas por este método, diminuindo cicatrizes, dor pós-operatória, tempo de internamento e de recuperação.
VideolaparoscopiaCirurgia que permite descobrir doenças e fazer operações de alta complexidade. É uma microcâmera de vídeo que filma o que há no abdome e mostra as imagens em uma tela de televisão.
O médico especialista não realiza a cirurgia sozinho. Ele conta com o apoio de um ou dois outros médicos auxiliares, além de um enfermeiro. A cirurgia exige muita delicadeza, pois os movimentos são avaliados apenas pela tela da televisão.
A videolaparoscopia foi desenvolvida pelos alemães na década de 80. A primeira cirurgia feita no Brasil foi de vesícula biliar, em 1990, em São Paulo, e em Brasília em 1991 no Hospital Santa Lúcia. Na Europa e nos Estados Unidos, cerca de 70% das cirurgias abdominais são feitas com videolaparoscopia. O treinamento para lidar com tal equipamentos é feito em porcos ou em bonecos.
O sangramento, quando feita a videolaparoscopia, praticamente inexiste. Na maioria das vezes, gazes são suficientes para estancar o sangue. O tempo do pós-operatório diminui em três vezes. O uso de antibióticos, antiinflamatórios e anestésicos é bem menor. O risco de se formar hérnia abdominal - que aparece quando um corte de uma cirurgia tradicional deixa a parede do abdome mais fraca e esta cede com esforço físico - cai em cinco vezes. Diminuem pela metade os riscos de infecção, graças às incisões mínimas e ao pouco sangramento. Como o trauma da cirurgia é bem menor, as chances de se formar aderência entre órgãos - quando o tecido de um órgão se fixa ao de outro - ficam reduzidas em cinco vezes. O pós-operatório é bem mais rápido e a pessoa volta a andar logo. Isso reduz as chances de acontecer o que se chama de tromboembolia (formação de coágulo no pulmão, que pode ser fatal). Por fim, há muita vantagem estética, pois as cicatrizes quase não aparecem.
Quem tiver insuficiência cardíaca grave não pode fazer essa cirurgia. As complicações que podem acontecer são: lesão na alça abdominal e em vasos sanguíneos.
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